terça-feira , 21 setembro 2021
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Eficiência energética não é um assunto passageiro

Por Ivan Romão*

Recentemente o consumidor foi impactado com reajustes na conta de luz. Em julho, o valor por 100 quilowatts/hora (kWh) passa de R$ 6,24 para R$ 9,49, e em agosto, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) prevê elevar o valor para entre R$ 11,50 e R$ 12. Esse aumento deve acontecer por conta dos baixos níveis dos reservatórios de água, o que leva as usinas térmicas a serem acionadas, afetando residências e empresas. A bandeira tarifária atualmente em vigor é a vermelha patamar 2, a mais cara de todas.

Com essa movimentação, vem à tona a temática da eficiência energética e sua importância. Em poucas palavras, trata-se da relação entre a quantidade de energia empregada em uma atividade e aquela disponível para sua realização. O objetivo é utilizar a mínima quantia possível na atividade.

Desde o século XVII, quando Otto von Guericke iniciou estudos sobre a eletrificação por atrito, passamos em maior frequência a depender desse recurso. Ao ligar um aparelho, ele se aquece. Parte da energia elétrica fornecida a ele é dissipada em forma de calor (fenômeno conhecido como efeito Joule). Quanto menor é a perda, maior a eficiência do equipamento. Em vez de transformar a energia em calor, ela é bem aproveitada pelo dispositivo e há poucas perdas. Felizmente, os aparelhos estão ficando cada vez mais competentes nesse quesito.

Vale pontuar a diferença entre eficiência energética e economia de energia. A primeira diz respeito a fazer mais com menos. Apagar a lâmpada, fechar a geladeira (e há redução na conta) ou ainda desligar equipamentos que não estão em uso ajuda a economizar, mas não é eficiente. É importante reduzir o custo do uso do recurso, de forma que ele seja feito de modo consciente.

A eficiência energética é alvo de iniciativas governamentais, como o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), criado em 1985, bastante ligado ao sistema AVAC-R. Repare, por exemplo, em aparelhos de ar-condicionado que vêm com o selo Procel: é uma forma de demonstrar que aquele produto é voltado para a eficiência e economia. Seu objetivo é disseminar o uso eficiente da energia elétrica. Uma das medidas para isso é a substituição de tecnologias por outras mais eficientes, com menor custo e impacto ambiental.

A diminuição de despesas pode começar com instalações sustentáveis, uso de dispositivos de iluminação eficientes (como luminárias de LED), aquecimento por painéis solares e captação de águas pluviais para reúso e diversos componentes do AVAC-R. Em um sistema de climatização, por exemplo, a troca de um aparelho antigo por um novo pode trazer economia, além da redução no custo de manutenção.

Seguir com uma postura de eficiência energética na organização melhora o desempenho financeiro na operação e ajuda a intensificar a luta pelo meio ambiente e pela sustentabilidade. É válido lembrar que certos recursos, como a água, são fontes naturais, porém não são renováveis e não passíveis de serem criados em laboratório, então é preciso usá-los bem para que não acabem.

*Ivan Romão é gerente da Febrava, principal feira da cadeia AVAC-R – [email protected]

Sobre a Febrava

A Febrava é a principal feira da cadeia AVAC-R (aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração), tratamento da água, ferramentas e EPIs, da América Latina, e terceira mais relevante do mundo. O evento acontece a cada dois anos e traz as principais novidades e tendências do setor. Além do evento físico, a feira disponibiliza soluções digitais para que técnicos, instaladores, varejistas, distribuidores, engenheiros, projetistas e demais profissionais desse setor, mantenham-se atualizados o ano inteiro. A Febrava é realizada pela RX, principal organizadora e promotora de eventos do mundo.

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