quinta-feira , 2 dezembro 2021
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Como a mudança climática pode afetar as empresas em todo o mundo?

Por Marcelo Mansur*

Mudança climática é um dos temas mais discutidos no planeta, e acredito que pouco compreendido com profundidade. Arrisco a dizer, que corremos o risco de perder ainda mais tempo com este que deve ser o principal desafio das próximas gerações. Já estamos em um estágio tão avançado de danos ao planeta que muitos nem falam mais de reversão, mas apenas de adaptação àquilo que virá. Este é um cenário assustador, mas que só pode ser combatido por meio do conhecimento, de ações pessoais e empresariais, e de cobrança aos nossos governantes.

Bill Gates, em seu livro ‘Como Evitar um Desastre Climático’, traz um pouco mais de compreensão sobre o assunto. Ele destaca que precisamos parar de emitir gases de efeito estufa para a atmosfera, ou seja, ter zero emissão – e não apenas reduções, como tanto se negociam hoje. Anualmente, 51 bilhões de toneladas desses gases são lançados, então o caminho até lá é duro e complexo, mas necessário. Gates detalha ainda o caminho para esta meta, empregando ferramentas de que já dispomos, e também buscando novas tecnologias para mudarmos o cenário atual.

Dentre as principais lições do livro, vemos como a indústria e a fabricação como cimento, aço e plástico geram 31% dos gases de efeito estufa. Geração de eletricidade dera 27%, enquanto a cultivação de plantas e animais 19%. Estes números em si são surpreendentes, mas as soluções existem, e vão desde decisões pessoais, como escolhas de consumo, até decisões de governo que vão desde investimentos em energia nuclear até pesquisas em enzimas para redução de geração de gás metano nos intestinos de animais bovinos. São problemas e soluções muito além do desmatamento e do uso de carros elétricos – estes, na verdade, são o básico do básico.

O que isso tem a ver com as empresas em todo o mundo? Todas as companhias do planeta devem se preocupar com a mudança climática, pois seus efeitos irão afetar cada vez mais o consumo, a saúde das pessoas, a renda, a logística internacional e tantos outros fatores. Hoje, vemos a China parando suas indústrias por falta de carvão, e por estarem fazendo uma transição forçada para uma geração mais limpa de energia. Isso já está gerando falta de material para muitos setores, incluindo a farmacêutica.

Aqui no Brasil, a falta de chuva gera risco de apagão elétrico devido ao nível baixo nas hidrelétricas, e nós temos que saber medir e avaliar esse risco como empresa, pois nossos processos não podem parar. Temos também, na Nortec Química, nossas ações para redução do consumo de água e nosso acompanhamento constante de tratamento de efluente e emissão de gases.

Enfim, tudo é muito conectado, e precisamos explorar mais o assunto. Espero que cada vez mais a gente consiga, como indivíduo, como empresa, como sociedade, tornar nossas ações relacionadas à mudança climática uma prioridade em nossas vidas.

* Marcelo Mansur é presidente da Nortec Química.

Sobre a Nortec Química 

A Nortec Química é a maior fabricante de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) da América Latina, investindo em Tecnologia, Pesquisa e Desenvolvimento e Inovação em seus processos. A Companhia é a única produtora de Benznidazol no mundo, IFA utilizado no tratamento da Doença de Chagas e é a maior produtora de Antirretrovirais do Ocidente. A relevância da Nortec Química no cenário mundial permanece com o aumento da capacidade produtiva e na atuação em P&D com o projeto de instalação da Primeira Planta para Drogas de Alta Potência, contribuindo com soluções tecnológicas para a melhoria do bem-estar, da vida e da saúde das pessoas. Atualmente, uma planta inteira da Nortec Química é dedicada à produção de Midazolam, sedativo utilizado no Kit intubação da Covid-19. A empresa foi fundada em 1985, em Xerém, Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

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