quarta-feira , 14 novembro 2018
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Como a neurociência e uso de conservantes impactam a indústria cosmética

Workshop Técnico do ITEHPEC discute temas importantes e de grande relevância para o setor cosmético como a redução de alternativas do uso de conservantes.

Nos dias de hoje, as marcas de maior sucesso são aquelas que conectam os atributos de produtos aos sentimentos e emoções. E isso é fundamental para se diferenciar em um mercado que cresce diariamente e é impactado pelo avanço da inovação.

Para Carlos Praes, diretor de inovação na Innova Beauty e presidente do conselho cientifico-tecnológico do ITEHPEC, a indústria de higiene, beleza e cuidados pessoais tem direcionado atenção especial às pesquisas sensoriais com o foco em neurociência. “Com a conexão da sensorialidade é possível estimular os sentidos (como visão, olfato e tato) e, consequentemente, mexer com as emoções. Isso é muito eficaz, porque os sentidos estão diretamente ligados à parte límbica de nosso cérebro, que é responsável por memórias, sentimentos, prazeres e emoções”, explica.

O 2° dia de in-cosmetics Latin America 2018, evento encerrado na última quinta-feira, também foi marcado pela exposição da Maria Inês Harris, diretora executiva do Instituto Harris, que reforçou em sua palestra sobre o paradoxo do uso de conservantes no setor cosmético. Segundo ela, ainda que conservar seja um aspecto tradicional e considerado essencial para cosméticos, a redução de alternativas com a retirada de todos os parabenos indiscriminadamente, levou à exposição a outros conservantes. “E essas novas substâncias são muito mais perigosas e refletem diretamente no aumento da incidência de alergias”, comenta.

A pesquisadora trabalha com uma visão baseada na gestão de riscos. “O que mais preocupa é que a legislação para aprovação do uso de novos conservantes caminha a passos lentos. Enquanto isso, muitas empresas usam os co-conservantes que podem ser extremamente perigosos à saúde. Temos que estar atentos às substâncias que estão sendo utilizadas e uma maior agilidade por parte dos órgãos competentes. Além disso, boas práticas de fabricação e uso de embalagens que evitem contaminação pelo próprio consumidor são fatores que balizam a quantidade de conservantes inseridos nos produtos do setor”, ressalta.

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