terça-feira , 23 julho 2019
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Empresas brasileiras apostam na cosmética natural, orgânica e vegana
Easy Wick Mecha Fácil. Divulgação

Empresas brasileiras apostam na cosmética natural, orgânica e vegana

Demanda por produtos orgânicos, cruelty-free, éticos, com matérias-primas mais naturais e opções sustentáveis é puxada, principalmente, pelo mercado internacional.

São Paulo, abril de 2019 – O mercado global vegano de cosméticos tem previsão de faturar US$ 20,8 bilhões até 2025, de acordo com o último relatório Grand View Research, Inc., com taxa anual de crescimento em 6,3% durante todo o período de previsão. No Brasil, essa tendência ainda engatinha, mas as empresas do setor de beleza já iniciam mudanças significativas em seus processos de produção, envolvendo pesquisa e desenvolvimento, além de inovação. Tudo isso para atender um público ainda mais exigente, preocupado com o impacto dos ingredientes à saúde e com a origem das matérias-primas e, principalmente, que não agridam ao meio ambiente e nem aos animais.

Essa forte tendência pode ser vista na 18ª edição da HAIR BRASIL – Feira Internacional de Beleza, Cabelos e Estética, que vai até esta terça, 16 de abril, no Expo Center Norte, em São Paulo. Considerado o principal evento do setor de beleza profissional na América Latina, a feira reúne mais de 900 marcas expositoras entre nomes nacionais e internacionais, que apresentam tendências, novas técnicas e lançamentos nos setores Profissional Show e Varejo Negócios.

O Brasil e toda a região sul-americana se tornaram uma importante fonte de ingredientes orgânicos, mas a participação de mercado para cosméticos naturais e orgânicos permanece pequena. Na avaliação da Ecovia Intelligence, empresa especializada em pesquisa, consultoria e treinamento que se concentra em indústrias globais de produtos éticos, a América Latina gera menos de 5% das receitas globais de cosméticos naturais e orgânicos.

Outro desafio para as empresas brasileiras é o processo de certificação. Essa é umas das principais garantias de conquista de credibilidade e aceitação do público, porém, vencer a burocracia não é tarefas das mais fáceis. Hoje, os selos mais buscados pela indústria são Produto Orgânico no Brasil, do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (SisOrg), IBD (Associação de Certificação Instituto Biodinâmico), Cruelty-free, o selo do programa Certified Humane , da organização Humane Farm Animal Care, Ecocert e selos veganos, que podem ser obtidos através da Sociedade Vegetariana Brasileira, da organização Veganismo Brasil– autorizada da organização britânica Vegan Society – ou, para produtos internacionais, da própria original inglesa. Um produto que contenha um desses três selos não contém nenhum ingrediente de origem animal – nenhum mesmo, da carne ao corante – e não teve nenhum animal utilizado em seu desenvolvimento para testes de experimentação.

Com faturamento de R$ 30 milhões e perspectiva de crescimento de 50% para 2019, a Sweet, de São Paulo, já destina 30% de sua receita para aprimorar seus processos de inovação, principalmente, de olho no mercado internacional. “Utilizamos ativos de origem vegetal, testados dermatologicamente somente em humanos, rótulos com menos toxicidade, e para o próximo ano já preparamos o lançamento de uma linha 100% vegana. Estamos trazendo o avanço da cosmetologia corporal e facial, com maior entrega natural, orgânica e vegan, para a capilar”, conta Paulo Vargas, sócio proprietário da Sweet.

A empresa, de olho da demanda internacional, exporta hoje para 70 países. A exigência por produtos naturais parte de países como Noruega, Dubai, Itália, França, Espanha e Índia. “Estamos sempre nos antecipando. Por exemplo, temos distribuidores no Leste Europeu que sinalizam até 1 ano antes sobre futuras proibições de ativos. Com isso, conseguimos realizar mudanças necessárias e nos adequar às exigências mais rapidamente”, diz Vargas.

A rede paulistana de salões de beleza Laces, liderado pela cosmetóloga e tricologista Cris Dios, é otimista em relação ao mercado Green Beauty, e comemora seu crescimento médio de 30% ao ano. Há 32 anos no mercado, foi a primeira fábrica a receber a certificação ‘orgânico do Brasil’, em 2008. A marca apresenta na Hair Brasil sua coloração 100% natural, a base de ervas e plantas, que tem a função de colorir e ao mesmo tempo nutrir os fios, sem desbotá-los. O produto é fruto de um investimento de R$ 700 mil em pesquisa ao longo de cinco anos, sempre em busca de alternativas saudáveis para os tratamentos dos cabelos, permitindo que pessoas que tenham restrição a algum componente das colorações tradicionais, também possam cuidar dos fios, sem restrições. “Após dois anos de uso em nossos salões, estamos apresentando o produto para o mercado profissional. Hoje, a coloração natural já corresponde à 6% da receita da empresa”, conta Cris Dios, proprietária da Laces.

á dois anos no mercado, a Acqua Coco, de São Paulo, apresenta na Hair Brasil uma linha de alisamento capilar com ativos naturais da fruta. Além do óleo de coco, a marca também insere na composição a farinha, a fécula e a água de coco, produzidas em sua própria fazenda, localizada no município de Cipó, Bahia. “Estamos preparando o lançamento gradual de mais 26 produtos com proposta natural e vegana, para atender à demanda crescente nesse segmento”, conta Fransergio Ferreira, sócio proprietário da marca. A empresa, que hoje exporta para Espanha, França, Portugal, Alemanha, Itália e Holanda, atende às exigências europeias, tem expectativa de ampliar suas exportações em 25%, inclusive direcionando seus produtos para os países do Oriente Médio.

MARCAS COM PROPOSTAS MAIS NATURAIS É TENDÊNCIA IRREVERSÍVEL

A Coloração Vegetal LCS não só colore, mas também nutre os cabelos, agindo na preservação e regeneração dos fios danificados. São 10 tons, entre eles: preto, castanho, castanho médio, castanho claro, loiro escuro acobreado, loiro médio dourado, loiro médio cobre avermelhado, loiro claríssimo, loiro dourado e vermelho intenso.

E para deixar o processo de coloração ainda mais natural, a Easy Wick Mecha Fácil apresenta o seu papel para coloração, que substitui o tradicional de alumínio. A novidade é composta por celulose, para dar sustentação e manter o formato padrão, e é revestido com uma película plástica que oferece isolamento e maior aderência, tudo isso unido por um adesivo vegetal. Além de agredir menos o meio ambiente por ter a possibilidade de ser reciclado, o produto promete agir em menor tempo, causando menos agressão aos fios, graças a uma maior aderência que otimiza o desempenho das fórmulas químicas empregadas e não deixa resíduos de óxido de alumínio nos fios.

Estas e muitas outras novidades podem ser conferidas nos corredores do Expo Center Norte, de 13 a 16 de abril.

Serviço:
HAIR BRASIL
18ª Feira Internacional de Beleza, Cabelos e Estética
13 a 16 de abril de 2019
Sábado à terça-feira, das 10h às 20h
Expo Center Norte – São Paulo

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