quarta-feira , 14 novembro 2018
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ABIHPEC-ITEHPEC reúnem especialistas para discutir as Boas Práticas de Fabricação do setor de HPPC

Na última sexta-feira (9/3), a ABIHPEC, por meio de sua área de Inovação e Tecnologia (ITEHPEC – Inovação e Tecnologia em Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) promoveu o 1º Workshop ITEHPEC de Boas Práticas de Fabricação. O evento contou com abertura do presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), João Carlos Basilio, e palestras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e de empresas e consultorias especializadas no tema. 

Para Basilio, o workshop foi uma ótima oportunidade para atualizar os profissionais a respeito de um assunto tão dinâmico. “É um prazer muito grande para a ABIHPEC poder promover encontros como esse. Boas Práticas de Fabricação é um assunto dinâmico, que precisa ser atualizado constantemente. A nossa proposta é que esses momentos de troca de conhecimento possam ajudar a aprimorar os processos industriais e a qualidade dos produtos do nosso setor”, explica.

No primeiro painel, Renata Abreu, coordenadora de Inspeção e Fiscalização de Saneantes e Cosméticos da Anvisa, abordou sobre Requisitos Sanitários Básicos para a obtenção do Certificado de Boas Práticas de Fabricação (CBPF). Este é o documento emitido pela Anvisa atestando que determinado estabelecimento desempenha com as Boas Práticas de Fabricação. A especialista destaca que não é raro que o documento seja solicitado por empresas que não cumprem esses requisitos. “Parece óbvia a efetivação da norma, mas na prática nem sempre é o que encontramos. É um passo importante seguir essas regulamentações, pois 42% das reclamações que recebemos são de desvios de qualidade. Cumprindo a norma a indústria evita falhas e contribui para a segurança do produto colocado no mercado”.

Também da Anvisa, Anísia Maria Mariano, assistente da Coordenação e Fiscalização de Saneantes e Cosméticos, explicou sobre a Inspeção Sanitária. Segundo ela, a inspeção se faz necessária para evidenciar que o processo produtivo não agrega riscos ao produto e que o sistema de qualidade é eficaz. “Apesar da formalidade ser muito importante, não podemos inspecionar e fiscalizar todos os dias, então esperamos que com workshops como esse, as boas práticas se tornem compromisso e responsabilidade das próprias empresas”, completa.

Já sobre Auditoria Interna, os palestrantes foram Juliana Martinez, da Exata Consultoria, e Alessandro Augusto Teixeira, gerente sênior de Auditoria da Natura. Juliana destacou que a auditoria interna é uma realidade crescente. “As empresas têm cada vez mais buscado essa proatividade em identificar riscos no processo produtivo, já que os danos de imagem ou financeiros podem ser muito maiores. ” Já Alessandro explicou de maneira mais técnica como a auditoria interna é um mecanismo de apoio à gestão. “Essa proatividade procura não só se antecipar aos riscos, desvios e inconformidades, mas também sinaliza oportunidades de melhorias. Além disso, como os relatórios são reportados à alta administração da empresa, essa consciência gera um comprometimento maior dos funcionários”.

Em seguida, Artur João Gradim, diretor técnico da AVISA discorreu sobe Sistema de Gestão da Qualidade. “Boas Práticas de Fabricação são uma vantagem competitiva, já que economizam dinheiro e aumentam a produtividade. Contudo, elas são mais bem recebidas pelas grandes empresas, as pequenas sofrem um pouco mais. Por isso é importante esse alinhamento, para que todas tenham a oportunidade de participar da discussão.”

Por fim, o consultor Milton Balotin encerrou o dia explicando sobre Validação de Processos de Produção. O profissional aponta que essa documentação valida o sucesso do processo produtivo. “A validação nada mais é do que um material elaborado em cima de produtos que já estão sendo produzidos. É um compilado dos dados históricos e testes de um produto em um relatório inteligente e bem organizado de maneira compreensível a qualquer pessoa que não esteja familiarizada com aquele processo. A validação deve levar à conclusão de que esse processo é estável e a empresa sempre produz o produto dentro das especificações, ” concluiu o especialista.

Este primeiro workshop foi desenvolvido com o intuito de compartilhar o conhecimento a respeito do tema. “O objetivo das Boa Práticas de Fabricação é estabelecer padrões para atender os requisitos sanitários para HPPC. Seus benefícios estão relacionados com a melhoria dos produtos e dos processos para assegurar a garantia da qualidade, a conformidade dos padrões de referência e a segurança dos produtos do setor que chegam às prateleiras”, esclarece Marina Kobayashi, Gerente de inovação do ITEHPEC.

Marina ressalta ainda que “oferecer um treinamento sobre Boas Práticas de Fabricação é essencial para que haja um alinhamento das empresas sobre um tema fundamental para a indústria. ”

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